Última atualização em 23/09/2015

8 razões perturbadoras que explicam por que o açúcar é ruim para a saúde


formiga comendo açúcar

O açúcar é com certeza o pior ingrediente da dieta moderna.

Neste artigo, o foco será no açúcar que é acrescentado aos alimentos, como por exemplo o açúcar refinado, chamado de sacarose, e o xarope de milho, o qual é rico em frutose.

Para isso, utilizaremos o termo açúcar adicionado. Ele é danoso à saúde e contribui para o desenvolvimento de inúmeras doenças.

A seguir, veremos 8 motivos para você evitá-lo no seu dia-a-dia.

1. O açúcar é pobre em nutrientes e faz mal para seus dentes

criança comendo açúcar e doces

Você provavelmente já ouviu essas informações milhões de vezes, mas vale a pena repetir.

O açúcar adicionado contém uma quantidade enorme de calorias sem nutrientes essenciais.

Por essa razão, essas calorias são chamadas de “vazias”. Não há proteínas, não há gorduras essenciais, não há vitaminas nem minerais… apenas energia pura.

Uma dieta composta por 10% a 20% de açúcar (ou mais) pode trazer sérios problemas de saúde e levar a carência de nutrientes.

Além disso, é comprovado cientificamente que esse ingrediente faz mal aos dentes, pois é facilmente digerível por bactérias da boca, sendo uma fonte de energia para esses microorgaismos. (1).

2. O açúcar adicionado é rico em frutose, o que pode sobrecarregar o fígado e trazer doenças hepáticas

doces, balas e jujubas

Para compreender por que o açúcar adicionado é tão ruim, primeiramente precisamos entender do que ele é feito.

Antes de entrar na corrente sanguínea, ele é quebrado em dois açúcares de cadeia simples: a glicose e a frutose.

A glicose é encontrada em toda célula viva do planeta. Se nós não a ingerimos, o nosso corpo a produz naturalmente.

Já no caso da frutose, é diferente. Nosso corpo não a produz em quantidade significativa e não há necessidade fisiológica para ingeri-la.

Além disso, a frutose só pode ser metabolizada no fígado. Não há problemas se a ingestão for em uma pequena quantidade (como a presente em frutas) ou depois de um exercício físico, pois nesses casos, a frutose será transformada em glicogênio e este será armazenado no fígado até precisar ser usado (2).

Entretanto, se o fígado já está cheio de glicogênio, ele será sobrecarregado com a ingestão de mais frutose e será forçado a transformá-la em gordura.

Enquanto uma boa parte dessa gordura é lançada no organismo em forma de colesterol VLDL, a outra parte se aloja no fígado (3).

O acúmulo excessivo de gordura no fígado leva ao desenvolvimento de uma doença chamada esteatose hepática não associada ao álcool, um dos tipos de fígado gorduroso, um problema associado a doenças metabólicas e muito comum no Ocidente (4, 5).

Existem estudos que comprovam que indivíduos que têm fígado gorduroso consomem o dobro ou até o triplo de frutose que o indivíduo comum (6, 7).

Lembre-se de que isso não se aplica a frutas: é quase impossível sobrecarregar o organismo de frutose ingerindo-as.

Contudo, há variações no que diz respeito do tanto de frutose que pode ser considerado uma “grande quantia”.

Pessoas ativas e saudáveis toleram mais açúcar do que pessoas sedentárias que comem uma “dieta ocidental” – comum em alguns países desenvolvidos e em desenvolvimento, caracterizada por um consumo elevado de carnes industrializadas, alimentos ricos em açúcar e “fast foods”, além de altos teores de gordura.

Conclusão: em pessoas inativas e que não ingerem dietas saudáveis, grandes quantias de frutose provenientes de açúcares adicionados são transformadas em gorduras e alojadas no fígado, causando doenças hepáticas graves.

3. O consumo de açúcar pode acarretar resistência a insulina, uma ponte para a diabetes tipo II

pessoa medindo insulina

A insulina é um hormônio essencial para o organismo. Ela permite o acesso da glicose às células da corrente sanguínea e as avisa para queimar glicose em vez de gordura.

É cientificamente comprovado que o excesso de glicose no sangue é extremamente tóxico e pode causar obesidade e problemas cardiovasculares.

Além disso, está relacionado a uma disfunção metabólica na qual a insulina para de funcionar como deveria, e as células do corpo criam uma barreira contra esse hormônio.

Tal distúrbio é chamado de resistência a insulina (8).

Quando isso acontece, as células beta produtoras de insulina, que ficam no pâncreas, são sobrecarregadas. Dessa forma, o pâncreas não dá conta de toda a demanda de insulina, o nível de açúcar no sangue dispara, e assim está feita a diabetes tipo II.

Visto que o açúcar em excesso pode levar à resistência a insulina, estudos confirmam que pessoas que consomem bebidas com altos teores de açúcar têm um risco 83% maior de adquirir diabetes (9, 10, 11, 12).

Conclusão: o consumo excessivo de açúcar pode causar resistência a insulina, a qual pode provocar várias doenças como obesidade, problemas cardiovasculares e diabetes tipo II.

4. O açúcar pode causar câncer

fita de combate ao cancer

O câncer é uma das doenças que mais mata no mundo todo. Ele é caracterizado pela multiplicação e crescimento descontrolados de células do corpo.

A insulina é um dos hormônios essenciais no controle dessa reprodução celular. Por essa razão, cientistas afirmam que um elevado nível de insulina no corpo, causado por alto consumo de açúcar, pode contribuir para o desenvolvimento de câncer (13).

Além disso, problemas metabólicos associados ao consumo de açúcar podem levar à inflamação crônica, uma das possíveis causas dessa doença (14).

Há ainda mais outros estudos que confirmam que comer muito açúcar pode elevar o risco de câncer. (15, 16, 17).

Conclusão: há muitas evidências que o açúcar, devido a seus efeitos nocivos no metabolismo, pode causar câncer.

5. Devido aos seus efeitos nos hormônios e no cérebro, o açúcar leva à ingestão de mais calorias

mulher medindo gordura abdominal

Nem todas as calorias são feitas da mesma forma. Comidas diferentes têm efeitos diferentes no cérebro e nos hormônios que controlam a ingestão de comida (18).

Comprovadamente, a frutose e a glicose presentes nas moléculas de açúcar não têm o mesmo efeito na saciedade.

Em um estudo, um grupo de pessoas tomou uma bebida adoçada com frutose, e o outro grupo, uma com glicose.

Mais tarde, foram analisados os efeitos que essas bebidas causavam nos centros de saciedade da fome no cérebro, e foi constatado que o grupo que tomou o líquido com frutose apresentou uma menor atividade nesses centros.

Por consequência, foram estes os quais ficaram com fome mais rápido (19).

Há outro estudo que chega à conclusões semelhantes, constatando que a frutose não abaixa os níveis da grelina (o hormônio da fome) tanto quanto a glicose (20).

Já que as calorias contidas nos açúcares adicionados não são tão saciantes, somos obrigados a comer mais de outros alimentos para matar a fome – o que significa uma ingestão desnecessária de calorias e, assim, um aumento do peso.

Conclusão: a frutose não sacia tanto a fome quanto a glicose, portanto, os alimentos que contém muito açúcar não satisfazem o apetite.

6. O açúcar é muito viciante pois libera altas doses de dopamina no cérebro

chocolate, bala e doces

O açúcar pode ser tão viciante quanto drogas para algumas pessoas. Isso acontece porque sua ingestão libera doses de dopamina no centro de recompensa cerebral, área do cérebro relacionada ao prazer (21).

O grande problema é que a quantidade de dopamina liberada pelo açúcar e por outras junk foods é imensa – muito maior do que as liberadas por alimentos naturais.

Portanto, para pessoas suscetíveis, esses alimentos podem ser extremamente viciantes (22, 23).

Mas, atenção: o clichê do “é permitido comer de tudo, porém com moderação” pode ser uma péssima ideia para pessoas viciadas em açúcar e junk foods, porque a única coisa que funciona para combater realmente o vício é a abstinência.

Conclusão: o açúcar pode ser viciante para algumas pessoas devido à liberação de altas doses de dopamina decorrentes de sua ingestão.

7. O açúcar contribui para a obesidade de crianças e adultos

obesidade adulta e infantil

O modo com que o açúcar afeta o funcionamento do cérebro e dos hormônios é um atalho para o ganho de peso.

Como já vimos anteriormente, o consumo de açúcar leva à ingestão de mais calorias e pode causar dependência.

Não supreendentemente, pessoas que comem muito açúcar são com certeza as mais propensas a se tornarem acima do peso ou obesas. Isso se aplica a todas as faixas etárias.

Muitos estudos analisaram a correlação entre o consumo de açúcar e a obesidade, e os resultados comprovaram, estatisticamente, essa ligação (24).

Tal ligação é forte especialmente em crianças.

Pesquisas mostram que, na infância, o consumo diário de bebidas adoçadas é associado a um aumento de 60% do risco de obesidade (25).

Portanto, se seu objetivo é perder peso, a primeira coisa a ser feita é reduzir significativamente o consumo de açúcar.

Conclusão: devido às alterações drásticas no funcionamento do cérebro e dos hormônios, o açúcar aumenta consideravelmente o risco de obesidade.

8. Não é a gordura, é o AÇÚCAR que aumenta o colesterol e causa doenças cardíacas

cubos de açúcar

Por muitas décadas, a gordura saturada foi apontada como a culpada por causar doenças cardíacas – a doença que mais mata no mundo.

Entretanto, inúmeros estudos atuais apontam que a gordura saturada é inofensiva.

Quem causa esses problemas é o açúcar, devido aos danos que a frutose pode causar no organismo (26, 27, 28).

Outros estudos mostram que o excesso de consumo de açúcar em apenas 10 semanas pode aumentar o nível de triglicerídeos, de colesterol LDL (conhecido como “mau colesterol”), de glicose e de insulina no sangue, além de fazer com que o corpo acumule gordura abdominal.

Todos esses fatores são uma porta de entrada para doenças cardíacas (29).

Tendo isso em vista, a associação entre a ingestão de açúcar e problemas cardiovasculares é clara e, como se isso não bastasse, é estatisticamente comprovada (31, 32, 33).

E você anda evitando o açúcar?
Ou não consegue ficar sem um doce?

Traduzido e adaptado de Authority Nutrition.

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