Última atualização em 26/11/2015

4 alimentos que matam 15 milhões de pessoas por ano


mulher comendo chocolate

As causas de morte mais comuns no mundo todo são doenças relacionadas à saúde e estilo de vida. Isso inclui diabetes tipo II, obesidade, câncer, problemas cardiovasculares, entre outras tantas.

Só no ano de 2011, por exemplo, essas doenças mataram mais de 15 milhões de pessoas (1).

O curioso é que tais complicações se mostram completamente inexistentes em civilizações não industrializadas, que comem uma dieta natural.

Isso nos leva a crer que, sem dúvidas, há alguma coisa no estilo de vida ocidental que causa todo esse problema gravíssimo (2, 3, 4).

Sendo assim, podemos facilmente concluir que esse tipo de doença é quase sempre evitável, a não ser que você tenha uma condição genética anormal.

Mas, na grande maioria das vezes, algumas mudanças de hábitos básicas são o necessário para que você se livre desses problemas.

A dieta é provavelmente o fator que mais contribui para o desenvolvimento dessas doenças. Sendo assim, vamos ver a seguir quais são as comidas que você deve evitar a todo o custo para que não seja mais uma das vítimas fatais da dieta ocidental.

1. Açúcar

cubos de açúcar

Já falamos mais extensamente sobre os malefícios do açúcar aqui, mas sempre vale a pena ressaltar.

Outra coisa que é bom lembrar: o açúcar ao qual me refiro aqui não é só o refinado, o mais comum, mas todo o tipo de açúcar adicionado: mascavo, cristal, xarope de milho e todos esses outros contidos nos doces industrializados.

Bom, vamos lá: o açúcar não é saudável porque suas calorias são “vazias”, ou seja, não oferecem nada de bom e nutritivo ao nosso organismo — são apenas calorias. E isso é só a pontinha do iceberg…

A maioria desses açúcares adicionados são compostos por metade glicose e metade frutose.

Toda célula do corpo humano é capaz de metabolizar glicose, mas o fígado é o único órgão que consegue metabolizar grandes quantidades de frutose (5).

Enquanto porções pequenas de frutose (como as encontradas em frutas) podem ser facilmente metabolizadas pelo fígado, grandes quantidades podem sobrecarregar esse órgão, e o excesso é transformado em gordura (6, 7).

Essa gordura é mandada para fora do fígado na forma de colesterol VLDL, o qual é de longe o pior tipo de colesterol.

Isso pode causar uma doença chamada esteatose hepática ou fígado gorduroso, o que pode levar ao desenvolvimento de outras inúmeras complicações (8, 9).

Além disso, pesquisas controladas mostram que o consumo abundante de frutose pode causar várias das características da síndrome metabólica em apenas 10 semanas (10, 11):

  • aumento do nível de triglicerídeos e do colesterol LDL (outro tipo do mau colesterol), o que significa um aumento do risco de doenças cardíacas;

  • resistência a insulina, uma ponte para a diabetes tipo II;

  • aumento do nível de glicose e insulina no sangue;

  • armazenamento de gordura abdominal.

Dados todos esses efeitos negativos no metabolismo causados pela frutose, não é de se espantar que vários estudos apontam uma fortíssima associação entre o consumo de açúcar e doenças como obesidade, câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo II (12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23).

E isso não é tudo. O açúcar pode contribuir no ganho de peso de inúmeras outras formas – uma delas é pelo aumento do nível de insulina, o hormônio que controla o acúmulo de gordura (24).

Além disso, a frutose não é saciante assim como a glicose; ela não baixa o nível da grelina, o hormônio da fome (25, 26).

Última coisa, mas não menos importante: açúcar é viciante assim como drogas pesadas. Se você come uma vez, come duas, come três, come todo dia… e não consegue mais sair desse círculo.

Agora, pense bem antes de comer aquele chocolate depois do almoço – pode ser só um pedacinho, mas é um pedacinho de uma das piores e mais danosas substâncias do mundo todo (27).

2. Gorduras trans

biscoito recheado

Gorduras trans (ou gorduras hidrogenadas) são gorduras insaturadas processadas quimicamente para ficarem sólidas a temperatura ambiente.

O processo de fabricação dessas gorduras envolve gás hidrogênio, altas temperaturas e pressões, além de um catalisador de metal – ou seja, é mais que 100% industrializado e repugnante.

Sendo assim, obviamente que as gorduras trans são produtos muito recentes, aos quais nosso corpo não está acostumado; nossas células simplesmente não sabem o que fazer com elas, afinal, não evoluímos para metabolizá-las.

Gorduras trans aumentam o colesterol LDL, diminuem o HDL (bom colesterol), aumentam o acúmulo de gordura abdominal e o risco de inflamação e resistência a insulina.

Por essas razões, são relacionadas ao desenvolvimento de Alzheimer, câncer, doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo II e depressão (28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35).

Infelizmente, o consumo dessas gorduras ainda é muito alto na civilização moderna e ocidental. Até mesmo as autoridades públicas começaram a tomar partido contra essas substâncias, fazendo campanhas contra o seu consumo.

Entretanto, a caminhada para extingui-las de vez ainda é longa, pois elas estão contidas em várias comidas comuns como margarina, refrigerantes, bolachas e salgadinhos.

Sempre cheque a tabela nutricional dos alimentos industrializados que você compra para se certificar que não há gorduras trans, mas lembre-se: a indústria alimentícia engana.

Portanto, dica de amiga: se você ver a palavra “hidrogenada” na lista de ingredientes do alimento, FUJA!

3. Óleos industrializados vegetais e de sementes

óleo de soja

Óleo de soja, óleo de canola, óleo de milho, óleo de girassol. Todos esses óleos vegetais têm algo em comum: são altamente industrializados e prejudiciais à saúde.

Assim como o processo de fabricação das gorduras trans, a produção de tais óleos vegetais também envolve algumas etapas… nauseantes, eu diria. O uso do solvente tóxico hexano é uma delas.

Mas o maior problema desses óleos é que eles contém quantidades exorbitantes de ácidos graxos chamados ômega-6 que, apesar do nome bonito, fazem um mal terrível à saúde quando consumidos em excesso (36).

Tudo bem que o nosso corpo precisa de algumas doses pequenas de ômega-6, mas consumi-lo na quantidade que consumimos normalmente nessa nossa vida moderna é loucura.

Pense: quando você vai a um restaurante ou pede um fast-food, com certeza aquela refeição está encharcada de óleos vegetais – o que contém MUITO mais ômega-6 do que o recomendado.

O ômega-6 é associado fortemente ao desenvolvimento de inflamações, o que pode acarretar sérias doenças como as que citei no começo do artigo.

Além disso, estudos randomizados e controlados comprovam que a quantidade de ômega-6 no sangue está relacionada diretamente ao risco de doença cardíaca, e pode ocasionar outros problemas como fígado gorduroso, depressão e alteração nas funções do sistema imunitário (37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49).

Esses ácidos graxos também são altamente reativos devido às ligações duplas presentes em suas moléculas. Eles se acumulam nas membranas das células do nosso corpo, fazendo com que elas se tornem mais frágeis e suscetíveis a danos (50, 51).

E não é só isso: um estudo sobre óleos vegetais usados comumente nos Estados Unidos comprovou que até 4,2% dos ácidos graxos neles contidos são gorduras trans – aquelas mesmas que falamos há pouco, tão mortais e danosas (52).

Mas, ATENÇÃO! Óleo de coco e azeite de oliva (virgens ou extra-virgens) NÃO entram nessa lista.

O processo de fabricação desses dois produtos é muito diferente dos que citei acima e não envolve milhões de componentes químicos. Esses óleos são extremamente saudáveis e podem ser usados como substitutos para os óleos vegetais comuns.

4. Trigo (inclusive o integral!)

pão fatiado

Pois é, você não leu errado. Tanto faz se é integral ou não – trigo é uma das PIORES comidas da nossa dieta.

Eu sei, eu sei, é difícil aceitar. Nós fomos ensinados a basear toda nossa alimentação em cereais, fomos doutrinados a acreditar piamente na famosa pirâmide alimentar… mas sinto lhe informar que essas diretrizes têm de ser absolutamente esquecidas e jogadas fora se você quer perder peso e melhorar sua saúde.

Não é milagre, não é senso comum – é CIÊNCIA.

Vamos lá. O trigo é rico em uma proteína chamada glúten, e não é novidade que muitas pessoas são alérgicas a esse composto. (O curioso é que a grande maioria delas é magra. Hum, interessante…)

Bem, como eu estava falando, há um outro distúrbio encontrado pelos cientistas que é muito mais comum e não tão grave quanto a intolerância a glúten: a sensibilidade ao glúten não-celíaca.

O trato digestivo de pessoas portadoras desse segundo distúrbio é afetado pela presença de glúten, o qual danifica a parede do intestino causando dores, diarreia, distensão abdominal, fadiga e outros sintomas (53, 54, 55).

Além disso, há evidências que o glúten pode fazer com que o revestimento intestinal se torne mais permeável, permitindo mais facilmente que substâncias “vazem” para a corrente sanguínea, ocasionando diversos problemas (56).

O trigo também pode levar ao desenvolvimento de inúmeras deficiências nutricionais através de vários mecanismos:

– esse alimento é rico em ácido fítico, o qual impede que vitaminas e minerais sejam absorvidos pelo organismo (57, 58, 59);

– um estudo mostrou que a fibra do trigo pode fazer o corpo queimar as reservas de vitamina D 30% mais rápido (60);

– em indivíduos sensíveis a glúten, o dano causado pelo trigo no intestino pode prejudicar a absorção de todos os nutrientes (61).

Ademais, o trigo pode aumentar o risco de doenças cardíacas. Para comprovar isso, em um estudo, a ingestão de trigo integral foi comparado à de aveia integral; o trigo aumentou em até 60,4% o nível de LDL pequeno e denso se comparado à aveia (62).

E isso não é tudo: vários estudos comprovaram que uma dieta sem glúten pode melhorar significativamente alguns casos de esquizofrenia, autismo e ataxia cerebelar (63, 64, 65, 66, 67, 68, 69).

Portanto, dizer que trigo integral é melhor que trigo normal é a mesma coisa que dizer que cigarros com filtros são melhores que cigarros comuns – é óbvio que ambos podem ser fatais.

Seguindo essa lógica, os nutricionistas poderiam dizer que todos deveriam fumar cigarros filtrados para melhorar a saúde. É uma besteira sem tamanho, não?

Mais alguma coisa?

Sabe de algum outro alimento tão ruim quanto esses que listei acima? Escreva abaixo nos comentários!

Até a próxima!

Traduzido e adaptado de Authority Nutrition.

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